União de empreendedores deu origem à Associação Comercial de Campina Grande em 1926


A força do comércio e a necessidade de uma representação organizada dos empresários estão na origem da Associação Comercial e Empresarial de Campina Grande (ACCG). Fundada oficialmente em 2 de dezembro de 1926, a entidade nasceu em um período de forte expansão econômica da cidade e de mobilização dos comerciantes em defesa de interesses comuns.

A semente dessa organização, no entanto, havia sido plantada anos antes. Em 1917, empresários do comércio campinense se uniram contra medidas tributárias do Governo do Estado que estabeleciam alíquotas mais elevadas para contribuintes de Campina Grande em comparação com outros municípios paraibanos. A reação conjunta ajudou a consolidar a percepção de que o setor precisava de uma organização capaz de representá-lo.

Na década seguinte, Campina Grande vivia um período de crescimento, impulsionado especialmente pelo algodão. Em 1923, a cidade exportou 219.587 sacas do produto, desempenho que acompanhou a expansão dos negócios e a instalação de uma agência do Banco do Brasil. Ao mesmo tempo, problemas como deficiência no fornecimento de energia, abastecimento de água, criminalidade e impostos elevados afetavam diretamente a atividade comercial.

Foi nesse cenário que o comerciante João de Souza Vasconcelos tomou a iniciativa de reunir empresários locais. Em 28 de novembro de 1926, um grupo de lojistas se encontrou na sede do Grêmio Renascença 31 com o propósito de criar uma entidade de representação do comércio. Quatro dias depois, em 2 de dezembro, era oficialmente fundada a Associação Comercial de Campina Grande.

O primeiro presidente foi o coronel Demósthenes Barbosa, comerciante importador e exportador de algodão. A primeira diretoria contou ainda com Antônio Vieira da Rocha Filho, vice-presidente; João de Souza Vasconcelos, primeiro-secretário; Arnaldo Gibson, segundo-secretário; Martiniano Lins, tesoureiro; Luiz de França Sodré, vice-tesoureiro; Argemiro de Figueiredo, orador; e José de Oliveira Pinto, vice-orador.

A nova associação surgiu como uma organização civil de representação comercial, apoiada por parcela expressiva dos negociantes da cidade. Entre suas prioridades estava a defesa dos interesses econômicos de Campina Grande, particularmente do comércio algodoeiro, então uma das principais fontes de riqueza do município.

Assim começava, em 1926, a trajetória de uma entidade criada a partir da união dos comerciantes diante dos desafios de seu tempo e que passaria a acompanhar e participar de momentos importantes do desenvolvimento econômico de Campina Grande.

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